Tuesday, July 24, 2007

Aquarela - Toquinho





“Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo.
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva.
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando contornando a imensa curva norte sul.
Vou com ela viajando, Havaí, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco navegando.
É tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno indo,
e se a gente quiser ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida,
com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra eu consigo passar num segundo.
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
Um menino caminha e caminhando chega num muro.
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar.
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, e depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela
que um dia enfim….
descolorirá!”

15 comments:

mixtu said...

Não conhecia...

mas ao desenhar-se (tal como as palavras) conseguimos viajar...
estar noutros mundos e universos
pular...
saltar...
sorrir...
chorar...
com cores... com sentimentos...

abrazo colorido :)

mixtu said...

galatea, eu por vezes esqueço-me do português... e só sei castelhano, é possível a tradução...

abrazo europeu

galatea said...

*Acuarela* (Toquinho)
En una hoja cualquiera yo diseño un sol amarillo.
Y con cinco o seis rectas es fácil hacer un castillo.
Paso el lápiz en torno a la mano y tengo un guante.
Y si hago llover con dos mangueras tengo un paraguas.
Si una gota de tinta cae en un pedacito de papel azul,
al instante imagino una linda
gaviota volando por el cielo.
Va volando alrededor del inmenso círculo, de norte a sur.
Voy con ella viajando, Hawai, Pekín o Estambul.
Pinto un barco blanco a vela navegando.
Es tanto cielo y mar en un beso azul.
Entre las nubes viene surgiendo un lindo avión rosa y granate.
Girando y coloreando con sus luces al parpadear.
Basta imaginar y él parte, sereno se va,
y si la gente quiere, va a aterrizar.
En una hoja cualquiera yo diseño un navío para partir,
con algunos buenos amigos, bebiendo bien con la vida.
De una América a otra yo consigo pasar en un segundo.
Giro un simple compás y en un círculo yo hago el mundo.
Un niño camina y caminando llega a un muro.
Y allí inmediatamente, de frente, esperando por la gente, el futuro está.
Y el futuro es una astronave que intentamos pilotar.
No tiene tiempo ni piedad, ni tiene hora para llegar.
Sin pedir licencia cambia nuestra vida, y después invita a reír o llorar.
En esa carretera no nos cabe conocer o ver lo que vendrá.
El fin de ella nadie sabe bien dónde va a dar.
Vamos todos en una linda pasarela
de una acuarela que un día finalmente.
descolorará?!

P.D. esta es una traducción que hice del original de Toquinho con ayuda de http://xixona.dlsi.ua.es/apertium/

La versión original cantada en español es otra y no corresponde a una traducción de la letra en portugués, se podría decir que son dos canciones diferentes con la misma música.

______________

Haddock said...

olá!!!
até que enfim, de volta, galatea!!

já conhecia, sim. lindo!!

quê?? o mixtu agora precisa de tradução?? qualquer dia é expatriado!

abrazos

Meli said...

Si, Haddock, qué pasa MIxtu? jejeje.
Galatea es hermoso el videito de la canción, la música, es bastante tierno, sencillo y profundo. Gracias por compartirlo, sabes? me encanta la música del Brazil, pero es extraño que en Colombia se conoce muy poco...
Me gustó pasar por aquí!

Pamela said...

Me encanta esta canción!!! adoro Toquinho. Gracias por traerlo querida Galatea. Y gracias por tu visita. Y la paciencia tuya de traducirlo al castellano también !! ¡Mixtu es muy gracioso!

mixtu said...

obrigado à galatea pela tradução, agora entendi tudo...

mixtu said...

e desculpa ir hablar com teus amigos:

Haddock, na verdade os copos fazem-me esquecer o português

Meli,
Nada se passa, na verdade em ti el português hace caricias en tus oídos... en mi, es lo castellano, estoy enamorado por el castellano o una castellana, yaya

Pamela,
gracias, pamela tenia un post hace tiempos con una sopa de cebola, todos los dias comia dessa sopa, ahora estay mejor, una sobremesa para mi...

gracias

Zénite said...

Bonito!

Trago-te um outro desenho:

"Meu filho coloca à minha frente sua caixa de tintas
E pede que eu lhe desenhe um pássaro...
Embebo o pincel na cor cinza
E desenho-lhe um quadrado com um cadeado... e barras
Meu filho me diz, e o espanto preenche seus olhos:
'Mas isso é uma prisão...
Meu pai, não sabes desenhar um pássaro?'
Digo-lhe: 'Meu filho... não me leves a mal
De fato esqueci a forma dos pássaros'
Meu filho coloca à minha frente sua caixa de lápis
E pede que eu lhe desenhe um mar...
Apanho um lápis
E lhe desenho um círculo negro...
Meu filho me diz:
'Mas isso é um círculo negro, meu pai...
Não sabes desenhar um mar?
Não sabes que o mar é azul?'
Digo-lhe: 'Meu filho,
Em meu tempo era perito em desenhar mares
Quanto a hoje... Levaram meu anzol
E o barco pesqueiro
Proibiram-me o diálogo com a cor azul
E de fisgar o peixe da liberdade'
Meu filho coloca à minha frente um caderno
E pede que eu lhe desenhe uma plantação de trigo
Apanho a caneta
E desenho-lhe um revólver
Meu filho debocha de minha ignorância nas artes plásticas
E diz surpreso:
'Não conheces a diferença entre o trigo e o revólver?'
Digo-lhe: 'Meu filho,
No passado conhecia a forma do trigo
Do pão e da rosa
Mas neste tempo metálico
Em que as árvores da floresta se uniram
Aos homens das milícias
E em que a rosa passou a vestir roupas camufladas
No tempo das espigas armadas
Dos pássaros armados
Da cultura armada
E da religião armada...
Não há pão que eu compre
Que não contenha um revólver
Não há flor que eu colha no campo
Que não aponte um revólver para minha face
Não há livro que eu compre
Que não venha a explodir entre meus dedos...'
Meu filho senta-se na borda da cama
E pede que eu lhe recite um poema
Uma lágrima minha cai no travesseiro
Ele a apanha perplexo e diz:
'Mas isso é uma lágrima, meu pai, não um poema'
Digo-lhe:
'Quando cresceres, meu filho,
E leres uma antologia de poesia árabe
Saberás que a palavra e a lágrima são irmãs
E que a poesia árabe
Nada mais é do que uma lágrima que emerge dentre os dedos'
Meu filho coloca à minha frente suas canetas e sua caixa de tintas/ E pede que eu lhe desenhe uma pátria
O pincel estremece em minha mão...
E caio chorando..."


Nizar Qabbani (Poeta Sírio)


Abraço, Galatea!

MAYA said...

Ay Galatea: Ahora no se con cual de las dos versiones quedarme. Esta de dibujos es maravillosa. Y gracias por la tradución a la canción de Toquinho. Con ella he llenado algunos vacios por el idioma.

Hermoso. Todo hermoso y lleno de color.

Un abrazo,

Maya

María Inés said...

Pues defendamos los colores hoy para no tener que lamentar mañana, cuando ese arco iris se monocromático.
Muy buen tema, mejor cantante y magnífico sueño me provocaste.
Besitos

margarita said...

Me fascina Toquinho. Esta cancion ni hablar... Muchas gracias por la traduccion! De verdad que es diferente a la version original, ya por el sonido del portugues suena especialmente tierna, me encanta!
Saludos
M

Pus-modernidá said...

Gracias por su visita a mi blog,imagen parimonial, parece que viste mi video nostalgico "los otros vecinos", Me parecio muy interesante tu blog!

Un abrazo

mel said...

Gracias por la traducción.

Ciertamente veo que hay matices entre las dos versiones, aun así el mismo fin.

Anonymous said...

gracias por la traducción. Me sirvió muchisimo para trabajar con niños esta magnifica canción del brasileño.